Elza Deusa Soares

Ellen Oléria

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    Preta sim!
    Porque a dor da favela
    É a cor da mazela
    Que há em mim
    Fiz de sua bandeira
    A mais verdadeira luta
    Onde o que se cala
    Até hoje é senzala
    Meu lugar de fala e fim
    Medo não
    Assina a coragem
    Em teu sobrenome
    Menina magrela
    Manchou a aquarela do homem
    Na imagem que choca
    O talento provoca
    E evoca o Planeta Fome

    Canta, mulher!
    A rouca liberdade
    Moça, mulher!
    Poder e igualdade
    Ergue essa voz
    Por todos nós
    Haja o que houver
    (Canta mulher)

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    Iê minha nega é feitiço
    Catiço de vela
    É reza na missa
    Exu Sentinela
    Tambor que atiça a revolução
    Se a vida por pernas tortas
    Reabre as portas
    Na estrela guia
    É força estranha
    O grave que arranha a hipocrisia
    Na carne um corte profundo
    Espelho pra Vila Vintém
    Até o fim do mundo
    Ninguém solta a mão de ninguém

    Deusa resistência
    Negra entidade
    Dom que fundamenta a brasilidade
    Por todo canto que Soares, Elza
    Salva a Mocidade, Minha Mocidade!
    (É preta)

    Información de la canción

    Composición: Marquinho Índio, Richard Valença, Ricardo Simpatia, Orlando Ambrosio, Jonas Marques, Jefinho Rodrigues, Diego Nicolau y Cabeça Do Ajax

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