O Direito de Amar

Emerson Calejon

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    Quem sou eu pra dizer uma verdade que vai doer?
    Pra usar a palavra como lança ou como faca
    Sou só um passageiro, nesse mesmo barco e mar
    E amanhã a tempestade também pode me alcançar
    Por isso calo a pedra que se arma na mão
    E prefiro te ofertar o abraço, o pão

    Não tenho esse direito, mas tenho um dever
    De ser mão que se estende, pra na dor te levantar
    De ser a voz que acalma e te ajuda a repensar
    E te lembrar que a esperança ainda vive em seu lugar
    O direito da verdade, que revela e que refaz
    Pertence ao Criador de tudo, e a ninguém mais

    Nesse chão de incertezas, todo mundo pode errar
    Todo teto é feito de vidro, é tolice atirar
    Nós vemos só a parte, um fragmento, uma poeira
    Mas o Dono de tudo enxerga a estrada inteira
    Então quem sou pra ser o juiz de uma dor?
    Se o meu próprio caminho também pede um Salvador
    Tenho mais deveres do que posso merecer
    E o primeiro é consolar, é ajudar a reviver

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    Não tenho esse direito, mas tenho um dever
    De ser mão que se estende, pra na dor te levantar
    De ser a voz que acalma e te ajuda a repensar
    E te lembrar que a esperança ainda vive em seu lugar
    O direito da verdade, que revela e que refaz
    Pertence ao Criador de tudo, e a ninguém mais

    O Ser mais puro e lindo que na Terra já pisou
    O Filho do Criador, que entre nós andou
    Com tanto amor e cuidado, cada frase Ele usou
    Acolheu, curou feridas, e jamais nos esmagou
    Se nem Ele, sendo o Verbo, nos tratou com rispidez
    Quem sou pra ter a posse da verdade de uma vez?

    Talvez um dia, quem sabe, se seguir o que Ele diz
    Lavando os pés do mundo, eu me sinta mais feliz
    E o único direito que peço, no final
    É o direito de amar, e não fazer nenhum mal

    Información de la canción

    Composición: Emerson Calejon

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