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    Fiz altar pra santo Isidro
    Pra salvar a plantação
    Rezei pra todos os santos
    Pra salvar o pontilhão

    Com tanta chuva eu já estava preocupado
    Pois tenho que visitar a china que mora do outro lado

    O rio sobe chegando na soleira da porta
    Ao lado do borralho penso na distância
    No peito a ânsia nada mais me conforta
    Nem o pingo nem a riqueza de estância

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    Miro a china do outro lado e me bate o desespero
    O rio tá roncando grosso e alagou todo o potreiro
    Mas sou índio macho, guapo e nadador
    Eu sou costeiro

    O rio que mata a fome e a sede de alimento
    Também leva o pontilhão do fruto do meu suor
    E a minha plantação é que garante o meu sustento
    E o futuro com a china para quem jurei amor

    Catorze dias que eu não vejo a china me aperta o peito
    A lida é dura, a pampa e o manejo do gado
    Vou fazer a travessia de qualquer meio jeito
    E quando o rio baixar eu volto de lá casado

    Miro a china do outro lado e me bate o desespero
    O rio tá roncando grosso e alagou todo o potreiro
    Mas sou índio macho, guapo e nadador
    Eu sou costeiro

    Miro a china do outro lado e me bate o desespero
    O rio tá roncando grosso e alagou todo o potreiro
    Mas sou índio macho, guapo e nadador
    Eu sou costeiro

    Song details

    Composition: Antonio Carlos, Gerson Lauermann, and Mauro Dias

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