Décima do Diabo Loiro
Ênio Medeiros
- B7
- Em
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Tono:
Em B7 Dos presentes que eu ganheiEm Vou lhes contar de um regaloB7 Pega esse podre e faz cavaloEm Pra ti laçar em rodeioB7 Que venha batendo o freioEm Quando entrar no povoadoB7 De surrar égua gavionaEm No costado do alambrado Um alasão pelo de fogo Cola e crina, favo de mel Louco, amargo como um fel Foi bandeado pra mangueira Junto da eguada matreira Que vinham batendo o casco Desafiando algum ginete Que fosse dono do bastoEm B7 Foi sete, oito galopeEm Tava sujeito o cavaloB7 De laçar, de botar pealoEm Mas corria sempre arroiadoContinúa después del anuncioB7 Nós já estava combinadoEm De largar ele campo a foraB7 Abaixo de arreiadorEm E algum pinchaço de esporaEm B7 Foi dois pulo e uma puxadaEm Que deu aquele bagualB7 Saquei a rédea e o buçalEm Ficou comigo no chãoB7 Ainda me sentou-lhe as mãoEm Que, de susto, quase morroB7 Saiu abanando, o pelegoEm Juntando ovelha e cachorro Até pra trazer cachaça do soia Ele troteava arroiado Se assustando, retovado Dava volta e se empinava Parece que me convidava Me assusta, me atropela Que é pra mim te dar outro tombo Bem na frente da cancelaEm B7 Interior do municípioEm Ginete, Luiz AdelarB7 Eu peço a quem escutarEm Transmitir esse recadoB7 Vem na estância do sobradoEm Traz espora e tempo forteB7 Pra montar no diabo loiroEm Que é pior do que o vento norteEm B7 Hoje, reparte troféuEm Com os ginetes afamadoB7 No mundo dos aporreadoEm Ele é um rei em seu tronoB7 Jamais perde o entonoEm Entre rodeios e festasB7 Arredondando GinetesEm Na Tropilha da Floresta