Lampana
Ênio Medeiros
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Tono:
D A intempérie que vem da banda orientalA7 Se dando volta arrepia o firmamento Pois o inverno que mete a cara e se ajeitaG A7 D Traz seus anseios no contra-ponto dos ventosD Essa lampana que pede boca e se agrandaA7 Virando pêlo no eguedo da manada É a promessa de que o tempo será maloG A7 D Templando enchentes e aragens frias das geadasE7 A7 Essa lampana que pede boca e se agrandaE7 A7 Virando pêlo no eguedo da manadaG D É a promessa de que o tempo será maloA7 D Templando enchentes e aragens frias das geadasContinúa después del anuncioD Mais uma vez os ranchos pobres da fronteiraA7 Serão trincheiras dos índios de sangue quente Porque o inverno desta vez será bagualG A7 D E aos poquitos vai castigando esta genteD Sorte paisano pois não falta um fogo grandeA7 Que tenha brasa de sobra pra dois parceiros Quem aculhera corpo e alma às labaredasG A7 D Sabe que o frio jamais intanguiu fronteirasE7 A7 Sorte paisano pois não falta um fogo grandeE7 A7 Que tenha brasa de sobra pra dois parceirosG D Quem aculhera corpo e alma às labaredasA7 D Sabe que o frio jamais intanguiu fronteiroD Então mateio num rancho que fiz pra doisA7 Pena que tantos não tenham a mesma sorte Porque o destino é uma tormenta muy brabaG A7 D Que aquebranta quem não tem um corpo forteD Mas menos mal que a primavera é uma esperançaA7 Do índio quebra que a vida surra na calma Se o sol é o poncho que aquenta carne e ossoG A7 D O frio do inverno não logra o calor da almaE7 A7 Mas menos mal que a primavera é uma esperançaE7 A7 Do índio quebra que a vida surra na calmaG D Se o sol é o poncho que aquenta carne e ossoA7 D O frio do inverno não logra o calor da alma