Nas Estâncias

Ênio Medeiros

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    Hoje é domingo e amanheceu garoando
    Fazem três dias que a invernia se acampou
    É mês de julho já pendendo pra o agosto
    E a aparição na estância se atrasou

    O campo é longe, o abrigo é muito pouco
    Nas casuarinas só o miumiu nas coxilhas
    Não fosse a geada que chega arrasando tudo
    Nem o carancho pra reforçar a vigília

    Saio da estância emponchado e boa bota
    Agasalhado pra enfrentar o frio da fronteira
    Recorrer campo não é poesia em roda do fogo
    Nem tomar mate pensando na cozinheira

    No parador já duas borrega trancada
    Boleei a perna fui forcejando no mais
    Limpar o teto, bichinho tomar um calor
    Pra se aquecer e deixar o frio pra trás

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    Uma borrega levantou e disparou
    Lacei no pulo, fiz voltar pro cordeirinho
    Maneei cruzado com tento meio comprido
    Pra não deixar o filhote morrer sozinho

    Saio da estância emponchado e boa bota
    Agasalhado pra enfrentar o frio da fronteira
    Recorrer campo não é poesia em roda do fogo
    Nem tomar mate pensando na cozinheira

    E no cavalo os arrelho tudo molhado
    Poncho encharcado, as bota era um pirão
    Aqui na estância camperiar não é rodeio
    Se parte os campo no meio, os olho que é um patacão

    Cordeiro morto tem que trazer pra estância
    Tirar a pelzinha abrigado das taquareira
    Não junta sorro, no campo não tem carniça
    Esta é a lida dos gaúcho na fronteira

    Saio da estância emponchado e boa bota
    Agasalhado pra enfrentar o frio da fronteira
    Recorrer campo não é poesia em roda do fogo
    Nem tomar mate pensando na cozinheira

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