Soneto da Liberdade
Enric Rafel
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Quando da fé despojado ele partia
Pelo caminho incerto do destino
No céu os anjos num triste desafino
Choravam cantos repletos de agonia
Como água o riso do seu peito fluía
E o já homem, não mais pobre menino
Matando as dores do passado ferino
Tragava o Sol sem temer o que sentia
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Respirando, pois, da liberdade a vida
Numa jornada desta vez destemida
Dos tristes anjos cantantes debochava
Chorai capachos o vosso lamentar
Vós tendes asas, mas não podeis voar
Tal qual eu, livre dessa vida escrava