A Mão do Tempo

Erikka

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    Na solidão do meu peito o meu coração reclama
    Por amar quem está distante e viver com quem não ama
    Eu sei que você também da mesma sina se queixa
    Querendo viver comigo, mas o destino não deixa

    Que bom se a gente pudesse arrancar do pensamento
    E sepultar a saudade na noite do esquecimento
    Mas a sombra da lembrança é igual a sombra da gente
    Pelos caminhos da vida, ela está sempre presente

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    Vai lembrança e não me faça querer um amor impossível
    Se o lembrar nos faz sofrer, esquecer é preferível
    Do que adianta querer bem alguém que já foi embora,
    É como amar uma estrela que foge ao romper da aurora

    Arranque da nossa mente, horas distantes vividas
    Longas estradas que um dia foram por nós percorridas
    Apague com a mão do tempo os nossos rastros deixados
    Como flores que secaram no chão do nosso passado

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