Império do Café, O Vale da Esperança

Evandro Malandro

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    As mãos calejadas manejam esperança
    Negô trabáia e clama bonança
    Chorava na grande calunga a dor
    Dos braços da mãe para as mãos do senhor
    Longa caminhada
    Do Valongo a chegada
    Vale regado de sangue e suor
    Pelos cafezais, saudade, herança
    Colhendo o ouro negro em cada grão
    A força da raça lamenta a mordaça
    E o preço de uma miscigenação

    Da coroa portuguesa, todo luxo e riqueza
    Vem pra mesa do Barão, com o fruto desse chão
    Em cada encontro um gostinho de café
    Forte como a fé, devotada a Senhora Conceição

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    E na poeira do tempo, o sofrimento
    São cicatrizes na memória
    Em uma nova trajetória
    Os filhos verdadeiros dessa terra
    Coroa e manto, canto e reza no altar
    Oh! Padroeiro, alumia
    Tem choro, jongo e capoeira
    Salve a voz brasileira... Clementina
    Hoje a mesma cidade, com nova paisagem
    Abre as portas pra modernidade
    Minha Formiga com esse povo promissor
    Trás nas contas do Rosário
    Verde, branco e muito amor

    Aroma que aquece a vida
    Seduz a alma e o coração
    Perfuma os versos da Império da Tijuca
    Vale a Inspiração!!!

    Información de la canción

    Composición: Vinicius Amaral, Thiago Russo, Fred Lima, Bachini y Vânir Mecânico

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