Cheiro de Terra

Fabiano Bacchieri

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    Pra sentir cheiro de terra
    Não carece ter chovido
    Pois ele mora na gente
    Ponteando qualquer sentido
    Surge num gole do amargo
    Palmeado em cuia morena
    E está num rádio de pilha
    Tocando uma marca buena

    Quando a guitarra ressoa
    Numa garganta campeira
    O perfume da querência
    Isalando da madeira
    Onde desponta o pealo
    Na nuvem de polvadeira
    Que esconde pulso e argola
    No santo chão da mangueira

    Um cheiro igual ao da terra
    Ciência nenhuma inventa
    É essência de tanta coisa
    Que vem da alma pras ventas
    Há sempre um campo brotando
    No solo fértil da mente
    É o preço que a gente paga
    Se o sul é o pago da gente

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    Aromas que o campo cria
    E o mundo quase não nota
    Vertem do viço dos pingos
    Pra o couro morto das botas
    Depois se mesclam aos outros
    Que só a cuscada percebe
    A égua que esconde o toso
    E o sono de alguma lebre

    Quando o choro da largada
    Vai sufocando na poeira
    Só restam marcas do trilho
    Testemunhando a carreira
    Por isso qualquer vivente
    Por mais urbano que seja
    Na hora em que a vida acaba
    Cheiro de terra fareja

    Um cheiro igual o da terra
    Ciência nenhuma inventa
    É essência de tanta coisa
    Que vem da alma pras ventas
    Há sempre um campo brotando
    No solo fértil da mente
    É o preço que a gente paga
    Se o sul é o pago da gente

    Información de la canción

    Composición: Fabiano Bacchieri, Jose Carlos Batista De Deus, Marcio Nunes Correa y Eduardo Munoz

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