Mensagem Na Caverna

Fabio Brazza

    Continúa después del anuncio

    Escrevo como quem deixa uma mensagem na parede da caverna
    Rap é nossa pintura rupestre moderna
    Hieróglifos de spray são grafitados no muro
    Quando aperto o play
    Tô conversando com o futuro
    Com os que ainda não nasceram
    Essa é a história dos que aqui viveram
    Homo sapiens de aba reta e coluna ereta
    Primata que virou poeta
    Air Jordan no logo
    Quando DJ riscou o disco e saiu faísca descobrimos fogo
    Inventamos a roda, de rima, de dança
    É nosso ritual tribal
    Pra fortalecer os laços da aldeia
    Microfone é ferramenta mais poderosa que a lança
    E o beatmaker na caçada
    Do record player são play
    É um recorte do passado
    Um disco voador que saiu das pick-ups e foi parar nas nuvens
    Do computador
    E enquanto outro meteoro não vem
    Faço meu próprio big bang
    Em verso, pra expandir meu universo

    Deixo esse mapa pra você encontrar
    Dentro de você procurar
    A saída da caverna
    Deixo esse mapa pra você encontrar
    Pra você se encontrar
    Te acendo essa lanterna

    Ae, escrevo como quem deixa uma mensagem na parede da caverna
    A vida é antiga, bem mais velha que nós
    Mais jovem que a Terra
    Sou um grão da existência na ampulheta do tempo que jamais se encerra
    O amanhã não existe
    O amanhã é o medo de que o hoje não seja suficiente
    Já fui pro passado e pro futuro
    E Hoje eu tô de volta, no presente
    É quente, mas com minha música mil anos a frente
    Ao mesmo tempo eu sou um dente de sabre
    O que a vidente não sabe

    Continúa después del anuncio

    O segredo na lápide
    Pra que amanhã você capte
    Uma espécie extinta
    Um arqueólogo encontrará meu fóssil e verá que virei petróleo
    Restou a tinta

    Deixo esse mapa pra você encontrar
    Dentro de você procurar
    A saída da caverna
    Deixo esse mapa pra você encontrar
    Pra você se encontrar
    Te acendo essa lanterna

    Eu quero dançar sob os abismos
    Pisar na borda
    Que nem um acrobata anda na corda
    Não quero paz, quero caos
    A paz adormece, o caos me acorda
    Como a corda do violão
    Pra sair canção necessita tensão
    Busco a afinação certa
    Entre o que me prende e o que me liberta
    A harmonia no caos
    Loucura na sanidade
    Pra não me perder na realidade e citando Nietzsche
    A arte existe pra gente não perecer a verdade
    Cruel verdade cansei de você
    Hoje invento minha própria mentira pra viver
    O ser humano aguenta sofrer
    Não achar sentido pro sofrimento
    É o que nos faz enlouquecer
    Liberdade é escolher o que vai te prender
    E dançar com essas correntes até morrer
    Eu não quero saber se há vida após a morte
    Ou vida em Marte
    Eu quero saber se existe vida na arte
    Acredito em vida após a arte
    Quer dizer
    Acredito que vou morrer mas vou deixar uma parte
    Talvez no seu smart
    Veja o que está por trás do encarte
    Descarte a embalagem

    A mensagem será eterna
    Esse é o eco de quem viveu nessa caverna

    Información de la canción

    Composición: Vulto y Fabio Brazza

    ¿Los datos están equivocados?

    Enviar revisión