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    Meu nome é só um nome escrito numa cédula
    Meu corpo é só matéria, bactéria e célula
    Eu sou só uma poeira em meio à névoa
    Que o vento deixa subir e depois leva
    Au revoir

    Não é que eu seja uma pessoa incrédula, mas se a fé nos eleva
    Já tem um tempo que a minha não me leva lá
    Malévola, a vida pode ser cruel
    E as mãos que fazem mal também nos trazem mel

    Tira o véu e para de tirar selfie
    O problema é seu, fi! Ninguém quer your help
    Somos egoístas de olho nos title belts
    Mas nem todos nasceram pra ser Michael Phelps

    Quem sou eu afinal? Ilusão total?
    Ou será que esse eu é só uma construção social
    Ou que na real não existe eu, só nós
    Deve ser por isso que S.O. s também escreve sós

    Coincidência da semântica
    Ou uma súplica oculta
    Solitário ou solidário?
    Sol e árido
    É o deserto das paixões
    Que nos afaga e nos insulta

    Eu falei, não me deram corda
    Me deram um acorda
    Eu disse que precisava de hope
    Não de rope, me poupe!
    No fundo do poço, ou uso ela pra escalar até o topo
    Ou enrolo no pescoço

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    Eu tive que fazer que nem Odin
    Eu me matei numa forca
    Mas foi aí que eu tirei de mim
    A força! A força!

    Eu tive que fazer que nem Odin
    Eu me matei numa forca
    Mas foi aí que eu tirei de mim
    A força! A força!

    A tristeza faz um homem perder o brilho
    E a vida perder o trilho, mas nem todos os tristes apertam o gatilho
    Meu pai me disse: Filho, a vida é foda!
    E isso não é um trocadilho

    Felicidade frágil como um vidro
    Mas a realidade não tem filtro, viu trow!?
    E pra matar esse vazio e esse tédio
    Quantos não se matam por excesso de remédios

    Do centro do ocidente até o Oriente Médio
    A fé derruba barreiras mas também derruba prédios
    E o que mudou com toda essa evolução?
    Que agora dá ver tudo ao vivo e em alta definição

    O mundo em delírio, massacre na Nigéria
    O martírio é sírio, a miséria é séria
    Mas o jornalista é classista
    E quando o pobre morre não tem o mesmo destaque na matéria

    Sociedade narcisista
    Na frente do espelho
    Vendo a vida pela tela do aparelho
    Escuta meu conselho
    A gente tá ficando louco
    O copo tá cheio mas o coração tá oco
    Para um pouco!

    Midas teve que transformar tudo em ouro
    Pra descobrir que o valor da vida estava no outro
    Estava no outro

    Eu tive que fazer que nem Odin
    Eu me matei numa forca
    Mas foi aí que eu tirei de mim
    A força! A força!

    Eu tive que fazer que nem Odin
    Eu me matei numa forca
    Mas foi aí que eu tirei de mim
    A força! A força!

    Song details

    Composition: Fabio Brazza and Mortao Vmg

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