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    Tento porque sou
    Um demônio feito de volúpia
    E te encontrei sedenta
    E senti seu hálito
    Invocando meu nome
    Em sussurros mágicos

    Fizemos um pacto
    Minha pele com a sua
    Minha língua nos seus precipícios

    Pra te causar vertigens
    Violar castidades
    Corromper as virgens
    Que exercitam culpas
    E transpiram vontades

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    Tento porque sou
    Seu demônio, leio na penumbra
    Os seus devaneios
    Vivo dos pecados
    Que inspiram seus sonhos
    Febris e molhados

    Fizemos um pacto
    Minha pele, suas unhas
    Minha língua: Jugo e suplício

    Pra te causar miragens
    Paisagens extremas
    Centenas, milhares
    De vultos vorazes
    Por tanta indecência

    Tento, tento, tento tanto
    Porque sou o demônio
    Do vislumbre de uma vida livre
    De dedos em riste
    De certos e errados
    De nomes manchados
    De Argos
    De estoicismo amargo

    Fizemos um pacto
    Sua pele, minha gula
    Suas curvas: Meu domicílio
    Pra te causar rastilhos
    Fagulhas, centelhas, fulgores
    Fusões nucleares
    Erupções solares

    Información de la canción

    Composición: Fábio Cajueiro

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