Trilhas Tortas

Fábio Gande

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    Nas cicatrizes do chão do Helena
    Na margem rubra da Ayrton Senna
    Ele cortava o mapa rumo a sua sina

    Das romarias até os tropeços
    Entre outros causos e endereços
    Todo trajeto o traria ao mesmo lugar

    Com sol no alto, sonhos cremados
    Por tantos entes vivos, finados
    Carga ainda bem maior do que já transportava

    Debaixo d'água, entrega nublada
    Por nuvens matutando emboscadas
    Para imprudência nenhuma as desafiar

    Preso num copo de tempestade
    Viu na TV sua liberdade
    Dentro uma grade sagrada ainda sem sinal

    Continúa después del anuncio

    Pôs os seus olhos verdes no tempo
    Mas, os guardou na vez do bom senso
    Ao decidir ir ao monte atrás do tal sinal

    Pegou a via crucis estreita
    Pingos, chinelos, poças à espreita
    Perto do topo, uma telha posta de tocaia

    Caiu de ponta em um caso sério
    Cobriu de sangue o rastro de tédio
    Não faltou língua afiada para sacrificar

    Dias atrás, teve um desejo
    Dormir em paz, não ter dever
    O caso é que não vê a luz
    Há mais de uma quinzena

    Se estamos aqui, hoje, reunidos
    Para o dia do seu juízo
    Creio que nunca houve quórum para testemunhar

    E antes que sua sentença fosse aplicada
    Uma voz firme surge do nada
    Numa frequência que poucos podem escutar

    É o criador ordenando: levanta e trota
    A rota é certa, as trilhas tortas
    Essa jornada termina quando eu falar
    Essa jornada termina quando eu falar

    Información de la canción

    Composición: Fabio Gande

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