A Ti, Cumpadre

Fabio Soares

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    Cumpadre, me paro num mate mirando de longe
    Um bando de gente sem tino a guiar multidões
    Um povo que vive em labuta pra saciar outras bocas
    E olhos de pura ganância rondando os galpões

    Cumpadre, nos goles do mate repenso meus dias
    Buscando sentido pras coisas que vejo, sem crer
    Senhores roubando do povo até mesmo os afetos
    Peleando por conta de plata, razão e poder

    Não tá morto quem luta e peleia
    Não se achica quem tem fé no taco
    E essa gente que ganha e não perde
    Ora dessas vai ir pro buraco

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    Pois o mundo é pros bons e pros justos
    Pra quem sabe ser todos por um
    Quem preserva valores de vida
    Na ganância se mantém em jejum

    Cumpadre - perdoe a palavra - até me dá nojo
    Falar desses pobres patifes e suas razões
    Pois vejo povoados carentes de “cobre” e munício
    E “o mormo atacando cavalos e não seus ladrões”

    Cumpadre, o mate acabando eu sigo na cisma
    Rezando pra alma da gente que vive a lo leo
    Confiando a vida nas mãos desse bando de loco
    E com as minhas - em forma de prece - voltadas pra’o céu

    Información de la canción

    Composición: Fábio Soares

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