Caminhos de Tolice

Fernando Alva

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    Caminhamos por estradas que nós mesmos traçamos
    Cercados por ritos com o qual sempre lidamos
    A religião humana é um mapa sem destino
    Um ciclo de tolices, um som repentino
    Que ecoa nos templos, mas não muda o ser
    Promete o eterno, mas nos ensina a prender
    As mãos no visível, no ouro, no chão
    Enquanto a alma padece de solidão

    Onde está o ensino que nos faz libertar?
    Onde está a voz que nos ensina a desapegar?
    O necessário foi esquecido na mesa
    Desconectar do mundo e sua falsa beleza

    São caminhos de tolice que o homem inventou
    Buscando o sagrado onde Deus não o guardou
    Apegados ao couro, à prata e ao metal
    Enquanto o espírito espera o sinal
    Para subir além do que a mão pode tocar
    Além dos muros que insistem em levantar
    É preciso perder para enfim encontrar

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    O corpo é uma tenda que o tempo vai levar
    Um sopro passageiro que não vai se demorar
    Mas a alma e o espírito, se salvos na luz
    Tornam-se um só na presença de Jesus
    Para os que se perdem, haverá fogo e dor
    Quando ocorrer o retorno do sopro ao seu Criador
    Por que insistimos no que vai perecer?
    Se a eternidade é o que nos faz viver

    Desconectar do peso, desatar o nó
    Lembrar que do pó viemos e voltaremos ao pó
    Mas o que há em nós não se pode enterrar
    É o que a religiosidade não quer nos ensinar

    A alma espera
    O espírito anseia
    Longe das tolices
    Perto da Vida Verdadeira

    Información de la canción

    Composición: Fernando Alva

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