Eternidade

Fernando Alva

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    A natureza gritou mais que a voz de Deus
    Para um rico, perder bens é dor suportável
    Mas não ser servido? Isso é inaceitável!

    Quem serve se apaga para o outro brilhar
    E o rico teve medo, medo de se misturar

    A lei da natureza é sempre se agrupar
    O que é fácil a gente aceita, como o rio aceita o mar

    É mais fácil o camelo passar no fundo da agulha
    Do que o homem vencer a sua própria natureza
    Não é o ouro que impede a entrada no Reino
    É o orgulho vestido de nobreza

    Quem serve não acumula, quem serve se esvazia
    E o rico foi embora na sua agonia!

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    Havia uma saída honrosa, ele não viu
    Se vencesse a si mesmo, diria ao Senhor
    Mestre, não serei um pobre a depender
    Vou sair da grandeza para reaprender!

    Pois não é só dar o ouro, é plantar e colher
    Não vou só dar o pão e voltar para o trono
    Vou ensinar a prosperar, sem ser o dono!

    Mas não foi essa a decisão, não!
    Não, não, não

    A história foi outra, o Mestre eternizou no sermão
    Afastou-se triste com seus bens nas mãos
    Guardou a moeda, perdeu a salvação!

    Quem recusa o chamado, não entende o Criador
    Confunde o peso da cruz com a ausência de valor!

    É mais fácil o camelo passar no fundo da agulha
    Do que o homem vencer a sua própria natureza
    Não é o ouro que impede a entrada no Reino
    É o orgulho vestido de nobreza!

    Ah, se a agulha fosse apenas um portão de ferro
    Mas é o estreito onde a alma despe todo excesso
    Passar o camelo é vencer o próprio eu
    É quebrar o espelho que o ego ergueu!

    A natureza venceu, o ciclo se fechou
    E a parábola eterna no tempo ficou

    Información de la canción

    Composición: Fernando Alva

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