O Equilibrista: (Col. 1:17)

Fernando Alva

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    Você já parou pra observar o equilibrista?
    O palco, o silêncio, o foco na vista
    O que prende o olhar? O que é admirável?
    Será o talento do homem, tão inabalável?

    Ou são os objetos, múltiplos, sobrepostos
    Peças soltas, distantes, em lugares opostos?
    Desconectados entre si, sem laço ou união
    Mas que pairam no ar em perfeita exatidão

    Eu não admiro a mão, nem o prato que gira
    Eu admiro o segredo que a cena inspira
    Existe uma Força por trás de tudo isso
    Que vence o ar e cumpre o compromisso

    Uma lei que conecta o que está separado
    Mantendo o caos totalmente ordenado

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    É a Incógnita perfeita, o Elo, a santa coesão
    Que segura os mundos na palma da mão
    Não é densidade, não é só física pura
    É a cola divina que a tudo segura

    O Invisível que impede a água de entrar
    É o mesmo que impede o prato de quebrar
    Tudo subsiste, tudo se mantém
    Pela força oculta que emana de Alguém

    Meus pensamentos perturbam o meu ser
    Meus olhos cansados tentam descrever
    Eu sei o que sinto, eu sei o que vejo
    Mas falta um nome pra esse desejo

    Busco a resposta, a definição
    Pra essa Força que vence a contradição
    É o mistério que a mente não pode alcançar
    Mas que o espírito sabe apenas operar

    Não haverá mais perguntas, nem dia, nem noite
    Quando a verdade rasgar os céus como um açoite
    A busca termina, o véu se desfaz
    E a alma inquieta encontra a paz

    No momento em que o homem compreender
    E essa Força Invisível enfim perceber
    Não haverá mais ateus sobre a terra
    Acaba a dúvida, termina a guerra

    Não haverá mais busca, nem saber, nem lida
    Pois teremos achado a Fonte da Vida
    E finalmente, após tanto esperar
    O Santo Espírito irá repousar

    Información de la canción

    Composición: Fernando Alva

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