Antes E Depois

Fernando Farinha

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    Minha Guitarra é vaidosa
    Mas vaidosa com encanto
    Minha Guitarra é vaidosa
    Mas vaidosa com encanto
    Sente-se toda orgulhosa
    Todas as vezes que canto
    Sente-se toda orgulhosa
    Todas as vezes que canto

    Alfredo quando tu cantas
    Cantas com tanta saudade
    Alfredo quando tu cantas
    Cantas com tanta saudade
    Eu sinto que tu encantas
    Toda minha mocidade
    Que eu sinto que tu encantas
    Toda minha mocidade

    Dizem que o fado desgraça
    Fado em que a gente
    De ti o fado não passa
    Do fado que qualquer sente
    De ti o fado não passa
    De ti qualquer sente

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    O fado é a voz do povo
    Que com o povo nasceu
    O fado é a voz do povo
    Que com o povo nasceu
    Tu és antigo e eu sou novo
    Será meu o que foi teu
    Tu és antigo e eu sou novo
    Será meu o que foi teu

    Entre fadistas de lei
    Com meu concurso não falto
    Entre fadistas de lei
    Com meu concurso não falto
    Tenho orgulho em ser da grei
    Um dos faias do Bairro Alto
    Tenho orgulho em ser da grei
    Um dos faias do Bairro Alto

    Apesar de muito novo
    Quando canto uma cantiga
    Apesar de muito novo
    Quando canto uma cantiga
    Faço recordar ao povo
    Na fé está gente antiga
    Faço recordar ao povo
    Na fé está gente antiga

    A minha pobre garganta
    Já não tem a voz de outrora
    A minha pobre garganta
    Já não tem a voz de outrora
    Mas quando canta, ainda canta
    Ao pé das vozes de agora
    Mas quando canta, ainda canta
    Ao pé das vozes de agora

    Quem sabe meu pioneiro
    Se nesta historia não fica
    Quem sabe meu pioneiro
    Se nesta historia não fica
    O Alfredo Marceneiro
    Junto ao "míudo da bica"
    O Alfredo Marceneiro
    Junto ao "míudo da bica"

    Song details

    Composition: Fernando Farínha and João Da Mata

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