O Meio Das Coisas

Fernando Marquex

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    Chuva na vidraça, e o tempo passa arrependido
    Por mais um temporal mal entendido
    Mais uma escolha, mais um destino
    Menos uma folha e mais uma mulher se despendido

    Se estoura a bolha para que os demônios saiam, mais um ensaio
    Lembrando que os aplausos também vaiam
    Perdemos horas, vendemos horas, gastamos horas
    Dizem que Deus não te escuta se tu não oras

    Não, tão complicado demais para quem vê o vão vida
    Conexões aprisionadas em uma só batida
    Ocasiões em que segredos se tornam ferias
    O segundo que antecede o beijo tem o toque de Midas

    Envelhecemos como quadros nessa galeria
    Emoldurados pelo sol que bate todo dia
    Olhares não mentem, palavras machucam ou curam
    Abraços são troca de energia

    Nostalgia transferida pelo céu nublado
    Déjà-vu com a mesma intensidade de um filme dublado
    Em preto e branco para que tudo seja imaculado e transparente
    Lâmpada para os pés enxergam do outro lado

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    Somos o peso das coisas, no meio das coisas
    Abandonando corações como se fossem casas
    Andarilho das emoções no deserto de brasas
    O fundo do poço é bem melhor do que essa cova rasa
    E os que nasceram para voar não precisam ter asas

    Felicidade instantânea é vicio
    O oficio pede anestesia para eu compor
    Enquanto eu me decomponho por você
    Ninguém disse para mim em qual dos lados eu devo me recompor

    Pois, somos o peso das coisas no meio das coisas
    Ponteiros que marcam as horas passadas
    Do peso das coisas, no meio das coisas
    Diários resumindo histórias mal contadas

    Somos o peso das coisas, no meio das coisas
    Ponteiros que marcam as horas passadas
    Do peso das coisas, no meio das coisas
    Diários resumindo histórias mal contadas

    É que é difícil de escrever sobre os amigos mortos
    É difícil de escrever pelos os amigos presos
    É difícil de escrever pelo pai que não volta
    É difícil de escrever pelos que não venceram

    É difícil de escrever pelo amor que não volta
    É difícil de escrever pelos que não cresceram
    É que é difícil escrever certo pelas linhas tortas
    É bem mais fácil mentir sobre aquilo que escreveram

    Somos o peso das coisas no meio das coisas
    Somos o peso das coisas no meio das coisas
    Somos o peso das coisas no meio das coisas
    Somos o peso das coisas no meio das coisas
    Diários resumindo histórias mal contadas

    Información de la canción

    Composición: Fernando Marquex

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