Saga

CATTO

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    Andei depressa para não rever meus passos
    Por uma noite tão fugaz que eu nem senti
    Tão lancinante, que ao olhar pra trás agora
    Só me restam devaneios do que um dia eu vivi

    Se eu soubesse que o amor é coisa aguda
    Que tão brutal percorre início, meio e fim
    Destrincha a alma, corta fundo na espinha
    Inebria a garganta, fere a quem quiser ferir

    Enquanto andava, maldizendo a poesia
    Eu contei a história minha pr´uma noite que rompeu
    Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia
    Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu

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    E nessa Saga venho com pedras e brasa
    Venho com força, mas sem nunca me esquecer
    Que era fácil se perder por entre sonhos
    E deixar o coração sangrando até enlouquecer

    E era de gozo, uma mentira, uma bobagem
    Senti meu peito, atingido, se inflamar
    E fui gostando do sabor daquela coisa
    Viciando em cada verso que o amor veio trovar

    Mas, de repente, uma farpa meio intrusa
    Veio cegar minha emoção de suspirar
    Se eu soubesse que o amor é coisa assim
    Não pegava, não bebia, não deixava embebedar

    E agora andando, encharcado de estrelas
    Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar
    Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito
    E tão frágil quanto o brilho da manhã que eu vi chegar

    E nessa Saga venho com pedras e brasa
    Venho sorrindo, mas sem nunca me esquecer
    Que era fácil se perder por entre sonhos
    E deixar o coração sangrando até enlouquecer

    Información de la canción

    Composición: Catto

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