Tributo

Filipe Joe

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    Cidadão injuriado de volta à cena
    Bombardeando, tocando o terror, sem ter pena
    Mirando a máfia, a rajada é direta
    Calculista e preciso pra bater a meta

    Já no fim dos tempos, é difícil crer
    Que algum dia o quadro irá se reverter
    A estrutura deste lugar fica só no nome
    Dando mixaria é fácil se mostrar um homem

    Consome as almas fracas que aprisiona
    Seu nome ampara os covardes e envergonha
    Mas quem vota passa batido e lesado
    Faz sua família sustentar o legado

    Depois de anos e anos na rotina, sem mudança
    Os elegantes criminais seguem vida mansa
    Parasitando no sobrenome do dono
    Da quadrilha que deixou Brasília no abandono

    Fez a cidade crescer do jeito mais escroto
    Boicote, lote, calote e nunca entrou no rodo
    E o caos no trânsito de brinde, em pacote
    Do helicóptero, assiste de camarote

    Não se tem sempre em mãos o que o povo precisa
    Mas com a mente aberta, ele se conscientiza
    Que cada um de nós deve fazer por onde
    A gente mete as cara, a gente não se esconde

    Garantindo o futuro, já antecipando o choro
    Para amanhã ter do que rir, grande tesouro
    Uma nova proposta, uma ideia fixa
    Com mãos e cérebro fazer nossa justiça

    Conduta imoral
    Seja senador ou estadual
    Federal ou distrital
    Presidente ou governador

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    Caro eleitor! É com pesar que eu tenho que dizer
    Que a sua dor nem tão cedo vai passar (ah!)
    Só que se você for mais pensante que emocionado, hein
    Talvez (talvez) não se iluda mais

    (É!) E a vida continua o mesmo ócio
    Quero ver mudanças, e não ser o seu sócio
    Superfatura que não traz benefício
    Pobre sem acesso só se afoga no suplício

    Segundo o GOG, seu nome se rima, não se diz
    Reduto eleitoral doente é o que sempre quis
    Povo carente, num país largado e infeliz
    E o peão sempre na mira, marcado com X

    Sempre cai a culpa pra indigente e meretriz
    Hediondo ganha pão, sem diretriz
    Sua posse ou renúncia não fui eu que fiz
    Mais uma invasão, e a corja pede bis

    Acho que quem vende o voto tem que aguentar o rojão
    Ridículo argumento é o tal do menos ladrão
    Quem é menos ladrão, então? Eu lhe pergunto
    Considera cada questionamento um insulto

    Fode milhares de eleitores por minuto
    E não será tão amigável o meu tributo
    Ideia é de impacto, mas não tem tumulto
    Mais que um homem bomba, ativo e astuto

    De bens ameaçados e pronto pro sacode
    E você mocado na escolta? (Ah! Não fode)
    Sua bomba relógio tem hora que explode
    Porém ressurge das cinzas, como é que pode?

    Você só vai saber o que é viver nessa azia
    Quando viver na miséria como viveram
    As famílias pra quem você tanto deve
    Quando o jogo virar (ah!), ninguém vai pegar leve

    Pois tanta indiferença e coração de neve
    Emputece a qualquer um, o sangue ferve
    Será que é viagem? Você não tem ideia
    Ter sua vida em risco por qualquer objeto

    Vida sofrida e amarga, longe de qualquer luxo
    Quando menos se espera, a faca já tá no seu bucho
    E sendo assim a marcha fúnebre prossegue firme
    E o culpado não foi punido por nenhum dos crimes

    Conduta imoral
    Seja senador ou estadual
    Federal ou distrital
    Presidente ou governador

    Caro eleitor! É com pesar que eu tenho que dizer
    Que a sua dor nem tão cedo vai passar (ah! Ah!)
    Só que se você for mais pensante que emocionado (talvez)
    Talvez (talvez) aprenda a votar

    E não se iluda mais
    E aprenda a votar

    Song details

    Composition: Filipe Ribeiro

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