O Que Eu Sou

Filomedusa

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    Versos num papel de pão
    Inverso do que eu imaginei
    Pilhas de papel no chão
    Trabalho em vão aqui depois das seis
    Direita, esquerda, contramão
    Vago sem direção no fim do mês
    Disfarço e faço lei do que eu falei
    Mas eu não sei se vai dar pé
    A minha fé, meu coração
    Nem sempre encontra (solução)
    Tergiverso e faço versos de amor
    Proselitiso o meu senhor
    Estou imerso em tradição
    Mas afinal...
    O que eu sou
    O que eu sou
    Sou um manobrista de idéias anarquistas
    E o meu som, e o meu soul
    Sou um viajante e vôo baixo num rasante, um planador
    Páginas viradas no jornal
    Linhas traçadas sobre mim
    No rádio uma canção e no horizonte
    Uma veste de cetim
    Me caso com o acaso, dou descaso
    Aos meus casos de amor
    Te estendo a mão, te dou a flor
    Mas não tem cor, não tem
    Esgarço o meu espaço pouco esparso
    Nos meus passos solidão
    Não há nenhuma direção
    (na multidão)
    O que eu sou
    O que eu sou
    Sou um alquimista de idéias vanguardistas

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    Naturais
    Me deixe em paz
    A minha paz não se confunde mais com a dor
    Da solidão
    Deito no chão...

    Información de la canción

    Composición: Thiago De Lima, Daniel Zen, Carol Freitas y Saulinho

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