Utopia Sertaneja

Flávio Leandro

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    Um dia quando o sertão tirar da terra o sustento
    Do norte, soprar o vento e varrer todo espinho
    O homem pêlos caminhos nos, desafios das léguas
    A noite mansa faz trégua, toca a viola em ponteio
    Em um repente sem freio, toada, xote e baião

    Um dia quando o sertão deixar de ser um mendigo
    Ter no poder em amigo seja bem verdadeiro
    Os últimos serão os primeiros, já foi bern claro o rabino
    Falar pra quê, em El-niho? Em abundante riqueza
    O pão enfim chega à mesa, á tempo de louvação

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    Um dia quando o sertão se preparar pro saber
    Da carta do ABC e dominar toda ciência
    Terá auto-suficiência, será do mundo o celeiro
    Profetizou Conselheiro a idos tempos atrás
    O nó enfim se desfaz é tempo de redenção

    Um dia quando o sertão não esquecer sua história is,
    Comemorar suas glórias, mostrar que é povo aguerrido
    Dançar em solo batido, um forró, coco e xaxado
    Terreiro todo enfeitado, sanfona em plena harmonia
    Triângulo,zabumba alegria é tempo de São João

    Um dia quando o sertão for simplesmente isso tudo
    Ouvir e não ficar mudo, poder viver seu papel
    Não mais beber desse fel, que amarga feito jiló
    Fazer um voo maior nas asas da alforria
    Nas brasas da hipocrisia não ver queimado o seu chão.

    Información de la canción

    Composición: Flavio Leandro y Miguel Filho

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