Horácio Pena

Flávio Hansen

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    As barbas ao vento
    Alpargatas de pó
    Arreios sovados
    Das longas troteadas

    Horácio tem penas
    De quem anda só
    Levando os pessuelos
    Lotados de nada

    Horácio sesteia
    No lombo da estrada
    Mateia ao silêncio
    Nas águas da sanga

    Seu poncho tem luas
    E estrelas rasgadas
    Por garras dos tempos
    E das japecangas

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    Os bois da carreta
    Morreram na canga
    As flores da estrada
    Viraram espinhos

    E a vida que tinha
    Um sabor de pitanga
    Salgou-se com o pranto
    Que verte sozinho

    A pele tostou-se
    No sol dos caminhos
    E a lua do campo
    Branqueou-lhe as melenas

    O sonho timbrou-se
    No sangue dos vinhos
    Deixando somente
    Seus rumos e penas

    Horácio tem sombras
    Do ontem apenas
    Um mouro judiado
    De tempo e andança

    O canto cansado
    Das velhas chilenas
    E o jeito vazio
    De quem perde a esperança

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