Poema de Metrô

FNS

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    A vida está tão louca
    Que dificuldade é coisa pouca
    Pro povo que não fala
    Mas rala demais

    Não sei até quando aguento
    Beber desse veneno forte
    Sofrer do azar e da boa sorte
    E por tudo o que nego aí faz

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    Não tem como estar tranquila
    No meio dessa gente toda
    Que compartilha uma rotina louca
    Mergulhada numa apatia insana
    Achando que um dia vai ser mais feliz

    Eu preciso sair desse lugar, desaparecer
    Pra qualquer lugar, só não aqui, não dá mais
    Achando que um dia vai ser mais feliz

    Não tem mais espaço
    Preciso tomar um banho
    De paz

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    Composition: Rodrigo Brayner and Paula Sant'Anna

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