Escala Latina

Forfun

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    Índios habitavam em paz as suas ocas
    Até que as raposas deixaram suas tocas
    Vieram pelo mar com a cruz e a espada
    Pra roubar e violentar a nova terra imaculada

    Pretenciosos, senhores da razão
    Queimaram na fogueira o valor da intuição
    Extermínios, catequeses e a Santa Inquisição
    São séculos de crimes, tortura e escravidão

    Navios negreiros não cruzam mais o oceano
    Mas o trabalho e o dinheiro continuam escravizando
    Impondo ao mundo a cultura do capital
    Materialismo, acumulo e o pensamento individual

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    Abstrairei os ataques da propaganda
    E os valores egoístas que eles vêm para pregar
    A mentira secular de trabalhar para viver
    E a rotina angustiante de viver pra trabalhar

    A concorrência de mercado e a histeria produtiva
    A sociedade de consumo e seu sentido sem sentido
    Marginalizam o ócio e a vida contemplativa
    Sufocando almas num deserto criativo

    Navios negreiros não cruzam mais o oceano
    Mas o trabalho e o dinheiro continuam escravizando
    Impondo ao mundo a cultura capital
    Materialismo, acúmulo e o pensamento individual

    O sangue e o suor os povos do mundo inteiro
    São oferendas colocadas no altar do Deus dinheiro
    Mas essa forma de existência desumana e limitada
    Será em breve abolida e pelo amor superada

    É um fato sabido é que o luxo só existe às custas de muita miséria
    Que o bem-estar social é privilégio de poucos
    E que se pratica uma lavagem cerebral disfarçada com o nome de entretenimento
    Mas mesmo diante da maior das atrocidades não experimentaremos sentimentos como o ódio e o desprezo
    Ao invés disso nossos corações transbordarão amor e compaixão

    Información de la canción

    Composición: Danilo Cutrim, Vitor Isensee, Rodrigo Costa y Nicolas Cesar

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