A Última Forja

Forja do Caos

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    Nas fendas do mundo, a brasa ainda respira
    Soprando nomes que o tempo tentou calar
    O aço ressoa memórias antigas
    Chamando os caídos para seu lugar

    Sob o céu partido, marcho entre sombras eretas
    Cada ruína guardando um rei silencioso
    A cinza brilha, ouro morto, promessa incompleta
    Lembrando que o destino nunca foi piedoso

    E quando a noite curva os joelhos diante do fogo
    Escuto o martelo ditar seu julgamento
    Nenhum império vive sem enfrentar seu próprio rogo
    Nenhum herdeiro renasce sem romper o firmamento

    Da forja do caos, nasce o grito que nos move
    Um rugido forjado entre sangue e pó
    E mesmo que o mundo inteiro se proves contrário
    Erguemos a chama, pois ainda restamos nós

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    Filhos das cinzas, erguidos da própria cicatriz
    Arrastamos o fardo de mil coroas quebradas
    Mas no eco das brasas, o impossível diz
    A queda é ponte para guerras consagradas

    Ecos da forja chamam meu nome como um mar em tormenta
    Martelos batem como corações em ira pura
    O último reino dorme sob promessa sangrenta
    Aguarda despertar na hora mais escura

    Pois se o céu fechar as portas ao nosso retorno
    A terra abrirá caminhos sob nossos pés
    A história não teme o peso de um novo trono
    Apenas aqueles que desistem de erguer-se outra vez

    Da forja do caos, ergue-se a chama que desafia
    A voz que cala o medo e recolhe o que restou
    Mesmo que o vento arraste a última vigília
    A brasa responde: Ainda não acabou

    E quando o vento erguer coroas de areia no vazio
    Lembrando os tronos que o tempo devorou
    O fogo tomará para si o que antes era frio
    E o que foi pó, enfim retornou

    Da forja do caos, rasgamos o véu da derrota
    A chama ascende, devorando a escuridão
    E de cada reino morto, surge nova rota
    Pois o fogo eterno nunca se desfaz

    Este é o grito eterno
    Da última forja!

    Información de la canción

    Composición: Rodrigo Tarragô Ramos de Araújo

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