Banquete Indigesto

Forja do Caos

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    Mesas cheias, e eu nunca sinto o sabor
    O mundo é farto, mas não aquece o meu torpor
    Promessas doces derretem antes do fim
    E a fome cresce, lenta, dentro de mim

    Não é o corpo que clama, é o que falta por dentro
    Quanto mais eu consumo, maior é o tormento

    Mais, mais, mais
    Promessas que o tempo não sustenta
    Mais, mais, mais
    A fome volta, e o vazio me atormenta

    Devoro sonhos, mas nada me traz razão
    Tudo vira pó, ruído, distração
    O banquete é vasto, mas nunca me faz pleno
    Só alimenta o ritual do abandono terreno

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    O que eu engulo volta cobrando outro preço
    Nada mata a fome antiga, só muda o endereço

    Mais, mais, mais
    Promessas que o tempo não sustenta
    Mais, mais, mais
    A fome volta, e o vazio me atormenta

    Mastigo o que não preenche
    Engulo o que não cura
    Entre um gole e outro
    Minha alma procura

    Mais, mais, mais
    Promessas que o tempo não sustenta
    Mais, mais, mais
    A fome volta, e o vazio me atormenta

    Mais, mais, mais
    Promessas que o tempo não sustenta
    Mais, mais, mais
    A fome volta, e o vazio me atormenta

    Mais, mais, mais
    Mais, mais, mais

    Song details

    Composition: Rodrigo Tarragô Ramos de Araújo

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