Câmara do Eco

Forja do Caos

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    Há um fogo aceso em cada rosto
    Combustível barato chamado opinião
    E cada palavra vira lâmina
    Pronta pra rasgar qualquer conexão

    As mãos tremem antes do pensamento
    Reações viram sentença final
    O mundo inteiro pisa em ovos
    À espera do próximo vendaval

    Ninguém respira
    Só dispara

    Somos soldados sem guerra
    Lutando por versões da verdade
    Explodimos por qualquer arranhão no ego
    E chamamos isso de liberdade
    No fim, só sobra cinzas
    Daquilo que queimamos por dentro

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    A cidade grita em câmaras de eco
    E cada um só ouve o que quer sentir
    A raiva veste máscaras novas
    E ganha palco pra se expandir

    Pontes ruem por frases soltas
    Amigos caem por convicção
    É tão fácil destruir um vínculo
    Em nome da nossa razão

    Ninguém escuta
    Só ataca

    Somos soldados sem guerra
    Lutando por versões da verdade
    Explodimos por qualquer arranhão no ego
    E chamamos isso de liberdade
    No fim, só sobra cinzas
    Daquilo que queimamos por dentro

    A ira virou vício
    A dor virou linguagem
    Ignoramos o silêncio
    E deixamos a fúria nos moldar

    E quando tudo explode
    Ninguém assume o gatilho

    Somos soldados sem guerra
    Perdidos na própria tempestade
    Gritamos pra provar que existimos
    Mas esquecemos da humanidade
    No fim, só sobra cinzas
    De um mundo queimado por nós

    Información de la canción

    Composición: Rodrigo Tarragô Ramos de Araújo

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