Ecos da Forja

Forja do Caos

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    Do cinzel ao ferro, o homem se fez rei
    Mas o trono em chamas cedo se desfez
    Ergueu do nada sua imortal morada
    E moldou no fogo a própria espada

    O brilho nas mãos cegou-lhe o olhar
    Fez da centelha o seu altar
    Nasceu a ruína, entre o rugido e a dor
    No próprio ferreiro criou-se o terror

    E o aço canta, num tom de lamento
    Forjado em culpa, moldado em tormento
    Cada golpe ecoa nos céus rompidos
    O grito dos deuses, agora em nós, feridos

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    Ecos da forja rugem no ar!
    O som do pecado volta a chamar!
    Nas chamas do tempo ecoa o erro
    O homem forjou o próprio desterro!

    A chama ascendeu, contra quem a criou!
    O ferro partiu, e o mármore tombou!
    A forja estalou, gritou o martelo!
    O fogo sagrado tornou-se flagelo!

    Da glória à ruína, do fogo ao frio
    Restou só o eco do próprio vazio!
    O Deus que criamos, no fim nos julgou!
    Sob o céu rachado, o aço calou!

    Ecos da forja! Ouçam o aviso!
    O som dos deuses virou castigo!
    Da chama nascida, a lição final
    Quem busca ser Deus, reencontra o metal!

    Información de la canción

    Composición: Rodrigo Tarragô Ramos de Araújo

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