Ponteiro no Vermelho
Forja do Caos
Oito cilindros gritando no peito
Sangue e óleo, motor sem defeito
Meu farol rasga a escuridão
Trago o trovão na palma da mão
Não olho pra trás, não sinto o perigo
O asfalto quente é meu único amigo
Cada giro cortando o silêncio
Alimenta o meu vício intenso
Linha vermelha me chama pra guerra
Nada me prende, nada me freia
Força bruta girando por dentro
O motor rugindo contra o vento!
Corre, rasgando o asfalto!
Corre, o giro tá alto!
Corre, ninguém me segura!
Corre, na base da pura loucura!
Vejo o asfalto derreter no rastro
Pistão em fúria, eu viro o aço
Cada curva beijando o abismo
Velocidade é meu batismo
Tempo marcado em pressão e centelha
Agulha travada, visão vermelha
Já não controlo mais a viagem
A máquina assume a pilotagem
Se tentam me parar, eu acelero
Quanto mais perto do fim, mais eu quero
Desde o estige eu sigo sem freio
Ponteiro cravado no vermelho
Corre, rasgando o asfalto!
Corre, o giro tá alto!
Corre, ninguém me segura!
Corre, na base da pura loucura!
A estrada estica até quase romper
O cano esquenta pra me fazer ver
Que quanto mais tentam me segurar
Mais eu acelero pra não parar
Se a morte me espera na próxima reta
Eu passo por dentro, esqueço a meta
Nenhuma barreira vai me dobrar
Nem o fim consegue me alcançar
O medo virou fumaça no vento
Sobrou só torque e movimento
Não sou piloto, sou mais que um homem
Sou o que sobra quando os deuses somem
Corre, rasgando o asfalto!
Corre, o giro tá alto!
Corre, ninguém me segura!
Corre, na base da pura loucura!
Cheiro de borracha, fumaça e metal
Quando o motor cala
Eu continuo
Forjando a estrada do caos