Silêncio Na Multidão

Forja do Caos

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    A noite cai sobre a cidade
    Luzes acesas fingem normalidade
    Rostos passam, ninguém quer parar
    Todo mundo corre pra algum lugar

    Eu sigo junto, mas fora do tom
    Sorriso ensaiado, coração em suspensão
    Tem tanta gente perto de mim
    Num labirinto que parece não ter fim

    Conversas vazias, música alta demais
    Todo mundo vive, todo mundo em paz
    Mas algo em mim insiste em faltar
    Como um nome que eu não sei chamar

    Eu olho em volta tentando entender
    Como é possível sumir sem desaparecer
    Quanto mais eu fico, menos eu sou
    Me perco aos poucos no que sobrou

    Continúa después del anuncio

    Eu tô aqui, mas não tô de verdade
    Me vejo longe dentro da própria cidade
    Quanto mais vozes chamam por mim
    Mais eu me afasto, mais fico assim

    Talvez seja eu, talvez seja o tempo
    Talvez esse vazio seja só sentimento
    Mas tem noites que eu queria saber
    Se alguém sentiria se finalmente eu me render

    Eu não peço muito, nem explicação
    Basta um olhar que quebre a solidão
    Algo simples, algo real
    Pra lembrar que eu ainda sou normal

    Se eu gritar agora, alguém vai ouvir?
    Ou minha voz vai morrer antes de existir?
    O mundo segue, continua a girar
    E eu sigo parado no mesmo lugar

    Eu tô aqui, tentando respirar
    Com tanta gente e nenhum lugar pra ficar
    E mesmo cercado, sigo só então
    Carregando o peso dessa contradição

    E se alguém me chamar pelo nome real
    Talvez eu fique, talvez seja igual
    Mas até esse dia chegar ou não
    Eu sou o silêncio na multidão

    Información de la canción

    Composición: Rodrigo Tarragô Ramos de Araújo

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