Repertorio do Gueto

Forma de Expressão FDE

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    Do daqueles que não tiveram força de vontade
    Respeito são pra poucos
    A minha arte eu faço sem olhar a quem
    Fale de mim, fale mal ou fale bem
    O Sol nasce pra quem tem vontade de vencer
    Lá, na periferia, um dia vão reconhecer
    Se um dia eu morrer, esse será meu repertório
    Do gueto, velório de um pobre no gueto

    A trilha sonora, por aqui, implora por justiça
    Que façam agora, por capela, a voz que entoa
    No ar, que ressoa, revindica e chora
    Hora que mora, minuto que para
    Mais um que desce pra vala
    Ei, você, quer ser mais um daquilo que eu falo ou canto agora?
    Morrer, falecer, por crime perder
    Ganhar nome, não viver, pra ver o seu filho crescer
    Deixar sua esposa por um outro prazer
    De novo, outra vida, vim refazer
    Ganhar o quê? Me diz você, do repertório
    Lembrado do gueto que morreu trocando
    Porque não tem medo, preto ousado, malandro nato
    Ilusão de criança tinha
    Cobri sua esposa de joia
    Dá o conforto pra sua filha
    Dois tiros tirou sua vida, vida que nunca teve alegria
    Sempre espancado pelo seu pai, que em casa ou na rua bebia
    Chora quem fica, quem morre descansa
    Da ilusão de uma eterna criança
    Com os amigos, choram também, mas se recuperam depois de um mês
    Eu tenho sua foto no porta-retrato, não tive o reconhecimento
    Hoje eu sei quem tu és, o meu velho repertório do gueto

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    Do daqueles que não tiveram força de vontade
    Respeito são pra poucos
    A minha parte eu faço sem olhar a quem
    Fale de mim, fale mal ou fale bem
    O Sol nasce pra quem tem vontade de vencer
    Lá, periferia, um dia vão reconhecer
    Se um dia eu morrer, esse será meu repertório
    Do gueto, velório de um pobre no gueto

    Ei pai, mais um filho que chora
    Que não teve o reconhecimento
    Duas irmãs reconhecida, mas desconhecida ao mesmo tempo
    Senhor, não teve o prazer de escolher
    Pra mãe, deram ali a homenagem, seu nome
    Lembranças, eu guardo só a foto em um caixão pobre
    No dia do seu velório, tiraram uma foto 3x4
    Falaram que era pra o jornal, a reportagem do seu assalto
    Faltava só sete dia, pá, pra que eu nascesse
    Que merda foi essa, que crime de merda, amigo é só interesse
    Falaram que os vermes chegou atirando, mataram até inocente
    Na frente da giratória você caiu com os malotes contente
    Morreu trocando, porque pra cadeia você não voltaria
    E você disse à minha mãe que rico seria
    Diamante mulher a faria, doce ilusão
    Se foi sangue bom, chorou nu amargo da ponta
    Quarenta raiada, nenhuma na cara, tudo, duas no peito
    Mais num tem jeito, sujeito suspeito, passou pra cadeia
    Esqueça os direitos humanos, fulano, sicrano e beltrano
    Que sai, se perde, volta em 1 ano no crime alternativas
    Saídas de emergência, só quem foi um dia, pái, sabe as consequências
    É hediondo de atitude, pai é falta de respeito
    Todos os dias morre um pro repertório do gueto

    Do daqueles que não tiveram força de vontade
    Respeito são pra poucos
    A minha parte eu faço sem olhar a quem
    Fale de mim, fale mal ou fale bem
    O Sol nasce pra quem tem vontade de vencer
    Lá, periferia um dia vão reconhecer
    Se um dia eu morrer, esse será meu repertório
    Do gueto, velório de um pobre no gueto

    Song details

    Composition: Fernando juarez salles

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