Caboclo Bom

Francisco Alves

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    Vivia quieto numa casa de sopapo
    Onde guardava meus trapos e minha consolação
    Tinha uma rede, um banco, um rifle, uma panela
    Uma faca, uma gamela, uma enxada e um violão

    Com esse pouco me ajeitava pela vida
    De dia, na minha lida, de noite cantando som
    Tão satisfeito que um ricaço parecia
    Toda gente me dizia: Que feliz, caboco bom!

    Uma caboca apareceu toda assustada
    Coitadinha, abandonada, sem no mundo ter ninguém
    Com pena dela, dei-lhe casa e dei comida
    Depois fui tratar da vida, pra voltar no mês que vem

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    Na volta eu vinha, pensativo, 'maginando
    O caboco, trabalhando, sente grande solidão
    Se ela quisesse companheiro, eu consentia
    Com o juiz da freguesia e o vigário capelão

    Perto do rancho ouvi cantiga amalucada
    E lá dentro uma risada me chocou de sopetão
    Vi a caboca, serelepe, bambeando
    E um cabrocha acompanhando, a tocar meu violão

    Guardei a raiva, meus tarecos reunindo
    Desse rancho fui saindo, preferindo viver só
    Caboco bom conhece bem a sua sina
    Ser casado é prata fina, ser solteiro é ouro em pó!

    Información de la canción

    Composición: Hekel Tavares y Raul Pederneiras

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