América Latina

Francisco Alves

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    Talvez um dia, não mais existam aramados
    E nem cancelas, nos limites da fronteira
    Talvez um dia milhões de vozes se erguerão
    Numa só voz, desde o mar as cordilheiras
    A mão do índio, explorado, aniquilado
    Do Camponês, mãos calejadas, e sem terra
    Do peão rude que humilde anda changueando
    É dos jovens, que sem saber morrem nas guerras

    | América Latina, Latina América |
    | Amada América, de sangue e suor |

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    Talvez um dia o gemido das masmorras
    E o suor dos operários e mineiros
    Vão se unir à voz dos fracos e oprimidos
    E as cicatrizes de tantos guerrilheiros
    Talvez um dia o silêncio dos covardes
    Nos desperte da inconsciência deste sono
    E o grito do sepé na voz do povo
    Vai nos lembrar, que esta terra ainda tem dono

    E as sesmarias, de campos e riquezas
    Que se concentram nas mão de pouca gente
    Serão lavradas pelo arado da justiça
    De norte a sul, no Latino Continente

    Song details

    Composition: Chico Alves and Zanatta

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