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    Escuta, amor, a minha dor te vou contar
    Eu, neste verso, o universo todo vou dizer
    Maior que o mundo, mais profundo que o mar
    É este amor, que o peito, oh flor, traz a sofrer

    É só feliz quem não se diz saber amar
    Saber, na dor, sorrir, fingir
    Se és cruel, mas toda um desejo
    Que a própria brisa, que desliza, dá-te um beijo

    Por que emanas só encanto
    Tu crês que, por te amar, pequei
    E agora [?] o meu pranto
    Pois, ouça, ingrata, só por ti chorei

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    Assim, no verso que componho
    A tua imagem vou pintando
    Depois, irei cantar, tristonho
    A minha prece que, por ti, fiz soluçando

    Até o espelho, que reflete, te repete
    Que és formosa como a rosa, és a flor
    E eu, o cravo, pobre escravo da paixão
    Sinto em meu peito, já desfeito, um vulcão

    Às vezes canto [?] ao [?], indeciso
    O que sonhei, o que te amei
    É o diadema desta canção suprema
    Esta canção que fiz por ti e a ti cantei

    Información de la canción

    Composición: Eduardo Bourdot y João Dohmen

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