À Prova de Balas

Fresno

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    Você pode dizer que já ficou para trás
    Pode até esquecer, dizer que não importa mais
    Mas teu passado se lembra
    O teu passado não esquece

    E nesse inverno cruel vai puxar teus lençóis
    Não se pode fugir do que faz parte de nós
    Mas nossos olhos delatam
    Quando se cala a voz

    Andando no escuro
    Por quem você vai gritar?
    Em quem você vai pensar?
    Eles não estão aqui pra nos proteger

    E o meu pensamento
    É à prova de balas
    É à prova de fogo
    E isso ninguém vai tirar de mim

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    Sente o veneno que sai da tua televisão
    Eles vão dar uma festa pra nossa extinção
    Quem muito mostra, esconde
    E engana quem vê de longe

    E que na tua estrada, você possa entender
    Que alguns nascem pra amar, e outros para vender
    No fundo eles têm medo de quem tem muito a dizer

    Andando no escuro
    Por quem você vai gritar?
    Em quem você vai pensar?
    Eles não estão aqui pra nos proteger

    O meu pensamento
    É à prova de balas
    É à prova de fogo
    E isso ninguém vai tirar de mim

    Quantas armas poderão calar as almas dos que estão em guerra?
    Quantos homens deve ter um exército pra nos tirar das trevas?

    (O que se ouve a seguir é a transcrição de uma mensagem endereçada à humanidade, a nós enviada pelo povo das Plêiades*, em sete línguas)

    *As Plêiades são um aglomerado de estrelas na constelação de Touro, visíveis a olho nu em ambos os hemisférios da Terra. Em diversas culturas, acredita-se que essas estrelas abrigam inteligências superiores que vêm observando a vida em nosso planeta há milhares de anos.

    Información de la canción

    Composición: Lucas Silveira

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