Vedanta

Froner

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    Estando sujo mantenho-me limpo
    Não sendo nada eu sempre sou
    Possuindo pouco sou o cara mais rico
    E andando lento mais veloz eu vou
    Seguindo em círculos ando retilíneo
    Viajando muito eu sempre fico onde estou

    E sempre sério eu vou gargalhando
    De todos os que falam pra mim
    Num desalento cheio de pranto
    Num desespero velado, enfim
    Que a vida é uma grande inimiga
    Com quem se luta dia a dia
    São esses que escondem tristezas
    Na face vulgar da alegria

    Porque eu vivo pra esquecer e morrer todos os dias
    A memória é como um barco navegando num mar que não há
    Contradição é lei
    Vedanta

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    Esse crepúsculo não pertence a ninguém
    Mas quem sente seu poder agindo no coração
    Olha o sol como canção tocando dentro do peito
    E esse sentir dá direito de posse e de comunhão

    Porque eu vivo pra esquecer e morrer todos os dias
    A memória é como uma rocha litorânea que virou areia
    Contradição é lei
    Vedanta

    Porque eu vivo pra esquecer e morrer todos os dias
    A memória é um entrevero das coisas que eu penso que sei
    Contradição é lei
    E não me peça nada mais além
    Um passo pro alto
    Vedanta

    Información de la canción

    Composición: Rafael Froner

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