SÁ MATILDE

FULACHËT

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    Onde perdeu, eu já sei, trago aqui
    Não é nada que eu possa tocar… Ahh

    Quando me vi, livre, percebi
    Não há lar pra onde possa voltar

    Espelhos da alma, herdeiros da dor
    Presa memória, cativa pela cor
    Som da desilusão

    Me agarrei, ao que eu sei, pra fazer, perceber, meu valor ferramenta do vosso senhor, ohh

    Só quem sobrevive, entende
    Que a presa se entrega ao predador

    Marcadas costas, por tanto tempo
    A lealdade, conquista da dor
    Medrosa gratidão

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    O cão que aparta o gado, dorme de fora e lhe sobra o osso
    A negra que varre o pasto no rastro atrás da riqueza do outro

    Chegaram no final da tarde, com a liberdade e a chave do gueto
    Reforma na legislação, garante o chicote no lombo do preto

    Pelos frutos de nossa herança, não tenho direito autoral
    A beleza, as cores, cantigas, sabores, tem preferência nacional, mas

    O samba virou bossa nova, pra branco tocar e alegrar o bordel
    A caneta da princesa branca, escorre a tinta manchando o papel

    Sou bem mais que só um dom sem voz
    Sou bem mais que só um dom sem voz

    Sou bem mais que só um dom sem voz
    Sou bem mais que só um dom sem voz

    Espelhos da alma, herdeiros da dor
    Presa memória, cativa
    Marcadas costas, por tanto tempo

    Som da desilusão
    Medrosa gratidão

    A lealdade, conquistada

    Información de la canción

    Composición: Luiz Moço, Wandersom Iaghy y Junim Leite

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