Verdades do Sertão

Gabi Poraí

    Continúa después del anuncio

    Boiadeiro desce a serra e em meio a guerra faz o seu andor
    Sertanejo a galope vara até a morte o seu couro sem dor
    Bóia fria come carne seca e uma criança olha com sabor
    Jardineiro fofa a terra e na semente joga todo o seu labor

    E lá vai de novo a boiada que na vaquejada é lançada
    Vai o imigrante de pele queimada a procura de uma nova estrada
    Sem dinheiro, nem morada, sem um lar sem nada
    de mãos calejadas
    Vê uma flor que nasce da terra molhada e rasga o céu dizendo Amém

    Continúa después del anuncio

    Anda o tempo, correm pernas, olhos abrem vendo calos já sem dor
    E quando a chuva cai, o sol brilha no fundo de um coração sofredor
    E aquela dita esperança assenta o voo
    no chão que muito já chorou.

    Boiadeiro engorda o gado, sertanejo volta e faz o seu louvor.
    Bóia fria arranja mais trabalho e o jardineiro canta a sua flor.
    E o cinza torna-se um arco-íris, contrastando o tempo e trazendo a cor
    Daquela dita esperança que assenta o voo nas mãos de um trabalhador.

    Anda o tempo, correm pernas, olhos abrem vendo calos já sem dor
    E quando a chuva cai, o sol brilha no fundo de um coração sofredor
    E o cinza torna-se um arco-íris, contrastando o tempo e trazendo a cor
    Daquela dita esperança que assenta o voo num cháo que muito já chorou.

    Información de la canción

    Composición: Ana Cristina Barreto

    ¿Los datos están equivocados?

    Enviar revisión