Sangue Bom

Gabriel Aragão

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    Nós nunca andamos a pé
    Contentes com o que vier
    Regime semiaberto dentro da cidade
    Viemos para animar
    As ruas com os nossos tiros
    Sinais de fumaça trazem novidades

    Pensei que o trem nunca passava duas vezes
    Tirei a sorte numa sexta-feira 13
    Aqui em Sampa toda cena é de cinema
    Entre a impunidade e o manifesto: A vitrine dos esquemas

    Sangue bom?
    Sangue bom?
    Sangue bom?
    Chega de estender a mão pra quem te sacaneia
    Sangue bom?
    Sangue bom?
    Sangue bom?
    De que adianta o mar se vai morrer na areia?

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    Um lance a mais não faz mal
    Perderam as compras do Natal
    Trouxeram pizzas, fritas, todo o mercado
    Voltaram para informar
    Que a culpa é de alguém que veio do teu seio
    Ó pátria amada! Salve! Salve!

    Lavei os pratos que sujaram no banquete
    No Egito ainda voam em tapetes
    Pinguins, tucanos e estrelas poentes
    Os viciados, as doutrinas
    As verdades que educam presidentes

    Sangue bom?
    Sangue bom?
    Sangue bom?
    Chega de estender a mão pra quem te sacaneia

    Sangue bom?
    Sangue bom?
    Sangue bom?
    De que adianta o mar se vai morrer na areia?

    Información de la canción

    Composición: Rafael Martins y Gabriel Aragão

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