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    O calendário se arrasta, o tempo se esvai
    Mais um ano que morre, a máscara cai
    Hoje é meu dia, o meu ritual
    Eu nasci para mim, o meu ponto final
    Pode não parecer, mas olhe de novo
    O que você vê é o rastro de um louco?
    Não, o que eu fui ontem ficou pra trás
    O que eu me tornarei?
    Nem eu sei mais

    A verdade é o golpe que estripa o meu ser
    O homem de outrora acabou de morrer!

    É um parto de dor deixar quem eu fui
    Enquanto um novo eu do meu coração flui
    Algo pulsa no peito, mas a vista é escura
    O futuro é um abismo, uma zona insegura
    O medo me observa, sombra persistente
    Insegurança é o ácido que corrói minha mente
    O sacrifício consome, a mente se consome
    E o martelo do tempo

    Martela meu nome!

    Mas essa agonia é a prova real
    De que o que nasce em mim é visceral!
    É víscera, é ferida, é o caos absoluto
    Tudo que sai de mim é o meu próprio fruto
    Minhas palavras tomam forma, o caminho me escolheu
    O deserto que eu piso
    Essa trilha sou eu!

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    Eu vou domar esse medo, domar esse horror!
    Vou fazer o que é preciso, mesmo sangrando em dor!
    Eu sigo incerto, sem chão e sem luz
    Mas esse medo não manda, minha cruz me conduz!
    Vou seguir em pânico, vou seguir em guerra
    Minha vontade é o peso que abala essa terra!

    Essa cidade me engole e cospe os restos no cais
    Cascahell me devora, e eu não aguento mais!
    Ninguém estende a mão, o asfalto é o juiz
    Ninguém se importa se a alma é feliz
    São poucos os puros, quase ninguém restou
    É por eles que a vida em mim não se apagou
    O resto é ruído, concreto e prisão
    Ferrugem, vazio e decomposição!

    Eu sigo meu rumo, não vou recuar!
    Dessa cidade maldita eu vou me arrancar!
    Quebro os muros, os grilhões de metal
    Eu rompo as bases dessa cidade infernal!

    Mesmo com medo! (Eu faço!)
    Mesmo incerto! (Eu faço!)
    Eu faço o que tem que ser feito!
    Essa cidade vai ouvir!
    Essa cidade vai saber!
    Minhas palavras ruem tudo o que ela quis ser!
    Caia!
    Caia!
    Caia!

    Caia!
    Cidade infernal!

    Caia!
    Caia!
    Caia!
    Caia!

    Em pouco tempo ela saberá meu nome!
    Minhas palavras em luz, o horror se consome!
    O Sol vai brilhar sobre o resto do mal
    Sobre as cinzas de ontem, na cidade infernal!

    Eu não sou mais
    Não sou mais!
    Quem eu era
    Não sou mais!
    Não sou mais

    Quem eu era

    Información de la canción

    Composición: Alan Cruz y Gabriel Tenébris

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