Última Dança

Gabriel Tenébris

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    Estou cansado desse mundo podre
    A injustiça governa do topo
    Porcos engravatados cospem regras
    Ratos no poder, devorando o que somos
    Cansado de ver a desigualdade
    Onde a maldade virou o padrão
    A vida vale menos que o lucro
    E a dor é estatística na televisão

    Eu desisti de mudar o mundo
    Parei de tentar ser melhor
    A humanidade é um fardo pesado
    E eu não aguento mais sustentar essa dor

    Nada faz sentido!
    Nada tem valor!
    Minha mente martela
    O eco dessa dor
    Existência mecânica
    Sangue inocente no chão
    Viver é um castigo
    Sem direito a perdão!

    Sem redenção
    Sem salvação
    Respiro por quem é meu irmão
    Acordo e levanto, o peso é o mesmo
    Sou justo por eles, cumprindo o meu termo
    Mesmo quando o mundo me obriga a ser nada
    Eu sigo em pé pela mão estendida
    Por eles não desabo
    Por eles não caio
    Mas minha armadura
    Já está em pedaços!

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    Cada dia que passa: Menos um!
    Cada ano que passa: Mais perto do fim!
    Não é pressa
    É contagem!
    Não é desejo
    É abismo!
    E o tempo devora
    O que restou de mim!

    Eu sei que essa dor não passa
    Eu sei que não há cura
    O tempo não traz alívio
    Só aumenta a tortura
    Eu conto os segundos
    Rezando no escuro

    Nada mais faz sentido!
    Nada mais tem valor!
    Mas eu sigo existindo
    Com toda essa dor!
    Eu não vivo por esse mundo
    Não aceito esse horror
    Vivo por aqueles
    Que me tratam com amor!

    Eu não corro do fim
    Eu apenas espero
    Conto os dias
    No meu próprio deserto
    O mundo apodrece
    E minha marcha avança
    Eu sou o regente
    Da última dança

    Eu sou o regente
    Da minha última dança!
    Minha última dança!
    Minha última dança!

    Song details

    Composition: Alan Cruz and Gabriel Tenébris

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