Colonia de Sete Casas

Garcia e Zé Matão

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    Colônia de sete casas
    Numa delas morava meu bem
    Hoje acabou tudo em nada
    Ali não existe ninguém
    Só ficou o esteio de pé

    Da casinha que foi derrubada
    Um recanto que era alegria
    Somente a tristeza
    Fez sua morada

    No dia que passei por lá
    Quase morto de solidão
    Só se ouvia cigarras cantando
    Naquelas tardes de verão

    O cantar de uma rolinha branca
    Machucava o meu coração
    Parecia estar vendo mamãe
    No quintal tratando das criação

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    A casinha que eu nasci
    Por sinal não existe mais
    Tem um velho pé de primavera
    Que eu plantei quando era rapaz

    Na copa de uma manjiqueira
    Cantam triste as pombas do ar
    Parecem estar adivinhando
    Que a minha saudade e demais

    O corpinho que eu pescava
    E passava perto do quintal
    O cantar triste da saracura
    Quanta saudades me traz

    Avistei o pé de palmeira
    Quase morto não floração mais
    Ainda gravado no tronco
    O nome do meu velho pai

    Do Mourão só restavam os esteios
    Que foi feito de pau de aroeira
    Apodreceu o carro de boi
    Quatro cangas e a estradeira

    A cabeça do boi malhado
    Ainda está no Mourão da porteira
    Era o boi que papai estimava
    Mansinho pra Ir pra mangueira

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