Cintilante Coração
Geraldo Azevedo
Quando outra luz brilhar no coração
Talvez a paixão, talvez o agreste
Ou quem sabe a chuva que jamais matará
A sede do coração do nordeste
Talvez cometas ato de amor que jamais se comete
Meninos, meninas de todas as ruas
Candelária, Bagdá, Budapeste
Encurralando mistério rebelde
De um coração que jamais se conhece
Taxi lunar que nunca chega ao lugar
E que jamais ultrapassa o meu destino na veia
Minha cósmica aldeia
Radioativos contrastes
Contrastes, contrastes
Radioativos contrastes
Contrastes, contrastes
Com quais das paixões eu te conheço
Desde o começo, da terceira, da segunda
Da primeira, da última guerra
Quem no planeta terra faz parar meu coração?
Ninguém ou não Brasil, Brasil
Brasil, 1500 em pleno 2000
Em tempo ainda de sermos a Índia
A Índia que Cabral não viu
Brasil, em que mil ou nada
Seremos a terceira geração
Cintilante coração nunca paras de bater
Nunca baterás em vão
Radioativos contrastes
Contrastes, contrastes
Com quais das paixões eu te conheço
Desde o começo, da terceira, da segunda
Da primeira, da última guerra
Quem no planeta terra faz parar meu coração?
Ninguém ou não Brasil, Brasil
Brasil, 1500 em pleno 2000
Em tempo ainda de sermos a Índia
A Índia que Cabral não viu
Brasil, em que mil ou nada
Seremos a terceira geração
Cintilante coração nunca paras de bater
Nunca baterás em vão
Cintilante coração nunca paras de bater
Nunca baterás em vão
Quando outra luz brilhar no coração