Asa Branca
Gilberto Gil
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Quando olhei a terra ardendo
Qua fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, uai
Para que tamanha judiação
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
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Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Intonce eu disse: Adeus, Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Para eu voltar pro meu sertão
Quando o verde dos teus oio
Se espalhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração