Atiçando As Brasas

Gildinho

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    Quando se acende os tições campeiros
    Pelos braseiros dos galpões de estância
    Também renasce o atavismo guapo
    Que o velho pago nos deixou de herança
    A alma xucra do Rio Grande antigo
    Se faz presente abrindo as porteiras
    Mostrando a todos cultura e civismo
    Mantendo acesa as tradições campeiras

    Se outras culturas vem rondar as casas
    Num tempo novo que chegou no mais
    Há sempre um taura atiçando as brasas
    Pra o gauchismo não morrer jamais

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    Quando a cambona faz chiar a água
    E um peão campeiro ceva o mate amargo
    Na convivência ao redor do fogo
    Resiste ao tempo e o rigor do pago
    São esses tauras que sustentam campos
    Na humildade do sovar de um tento
    E vão trançando melodia e versos
    Pra não morrerem na amplidão do tempo

    Se outras culturas vem rondar as casas
    Num tempo novo que chegou no mais
    Há sempre um taura atiçando as brasas
    Pra o gauchismo não morrer jamais

    Información de la canción

    Composición: Dionisio Costa y Mario Nene

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