Ignorância e Cultura

Gildo de Freitas

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    Hoje o Brasil é rico de estudo
    Mas já foi pobre pela minha infância
    Aquele tempo só apreciavam
    Os que apelavam para a ignorância
    Eu roí junto esse mesmo osso
    Falo e não nego que eu sou muito franco
    Até as moças escolhia o moço
    Que brigasse à bala ou a ferro branco

    É rapaziada, e o índio tinha que
    Abrir talho de caber quarenta
    Rapadura dentro pra ficar simpático pras meninas

    Ganhando a briga ficava famoso
    E de importância pra uma rapariga
    Morria velho, solteiro e nervoso
    Se fosse medroso pra entrar na briga
    Naquele tempo era lei do meu pago
    Como um ordeiro eu obedecia
    Não tinha instinto de matar ninguém
    Mas batia bem quando aparecia

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    É, e se não batesse eles batiam né

    Num certo baile tocavam sanfona
    E eu dedilhava no meu violão
    Pisquei o olho pr’uma certa dona
    E ali no mais deu-se a confusão
    O dono dela andava por ali
    E a muito tempo vinha desconfiado
    Me gritou logo a banca vai pra ti
    E já me trouxe meio atropelado

    Tivemo sorte que puxemo junto
    A nossas adaga velha da cintura
    Apartaro a briga, os nossos bons amigo
    Mais eu levei comigo aquela criatura

    Eu até hoje para um tiro alvo
    Eu me garanto no cabo do bérro
    Jogando as vida saio são e salvo
    Puxo o pinguel e já sei que não erro
    Porém eu peço pra Deus me ajudar
    Pra eu não puxar nunca do gatilho
    Pra não dar luto a uma mãe querida
    Que eu tirasse a vida do seu rico filho

    A valentia é um orgulho
    Vamo encerrá na paz de Deus, rapaziada

    Información de la canción

    Composición: Gildo De Freitas

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