Prendinha Para Viola

Gildomar Marinho

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    Estica o braço da viola, cai no vira e vira o breque
    No embolado da viola caí no mundo sem Gorete
    Tentei um vira em Iracema, parei na banca de Ivete
    Que lá na feira me ensinou dançar um xote agarradinho
    Tentei um vira em Ipanema, me embolei ganhei a sina
    De embolador de língua solta e alma presa a uma rosa
    Rosa que prende o coração é uma rosa pequenina
    Prenda minha dá um beijo e diz que espera
    Que viver só na saudade é um tormento
    Tô no mundo, na orgia, mas eu volto
    Qualquer dia quando der no pensamento

    E com um maço de uma erva Eva me deu banho de cheiro
    E fez de mim ser o seu moço, ser um rei em sua banca
    De mil tiquiras tinturadas, violadas, repentinas
    E Conceição curou meu porre, com amor, me deu guarida
    E me ensinou dançar um coco, cacuriá, tambor de mina
    No Araçagy tentei um vira, perdi o dia e quase o sono
    Perambulando pelas ruas do meu afro Maranhão
    Prenda minha dá um beijo e diz que espera
    Que viver só na saudade é um tormento
    Tô no mundo, na orgia, mas eu volto
    Qualquer dia quando der no pensamento

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    Estica o braço e diz que eu posso ser um louco te esperando
    E ao tentar outra conquista, outra ferida o peito sangra
    E se um dia aparecer em revoada um passaredo
    Que me carregue em suas asas pra eu voar pro mundo cedo
    Eu vou bater de casa em casa, ô de casa, dê licença
    E dê guarida pra viola e ouvidos pro meu canto
    Que pede um pouco de atenção, que meu canto é uma sina
    Prenda minha dá um beijo e diz que espera
    Que viver só na saudade é um tormento
    Tô no mundo, na orgia, mas eu volto
    Qualquer dia quando der no pensamento

    Información de la canción

    Composición: Gildomar Marinho y Zema Ribeiro

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